Algumas obras indispensáveis para conhecer a literatura de Ariano Suassuna.
1. “Uma mulher vestida de Sol" - a obra foi escrita para o Teatro do Estudante de Pernambuco, grupo ao qual se junta Ariano Suassuna pouco anos depois de chegar ao Recife. A peça marca sua estreia como dramaturgo e sua primeira tentativa de recriar o romanceiro popular nordestino. A obsessão pela forma perfeita o faria a reescrevê-la dez anos depois da primeira edição.
2."O santo e a porca” - trata-se de uma comédia; foi escrita Ariano Suassuna em 1957 e amplia seu projeto na dramaturgia. O texto, segundo o próprio autor, é “uma imitação nordestina” da peça “Aulularia”, também conhecida como a “Comédia da Panela”, do escritor romano Plauto. A peça serviu de base para uma das tramas da microssérie e o filme “O Auto da Compadecida” e em 2000 foi adaptada para o especial Brava Gente da Rede Globo.
3. “A farsa da boa preguiça” - é uma peça teatral em três atos ainda na década de 1960. Foi encenada pela primeira vez pelo Teatro Popular do Nordeste, com direção de Hermilo Borba Filho, no ano seguinte. Aqui, o autor reaviva seu projeto literário cujo alcance mais alto já havia chegado com o sucesso obtido do Auto da Compadecida, em 1957. A peça aproxima elementos da cultura nordestina com a Florença e Roma medievais.
4. “Auto da compadecida” - escrita em 1955, encenada pela primeira vez em 1956 e premiada em 1957 com a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, a peça é uma das mais conhecidas do grande público nacional. Por várias vezes, o próprio Ariano admitiu, mesmo considerando o filme obra independente, que o sucesso acumulado em torno da peça foi graças ao sucesso da sua adaptação. A peça foi microssérie na Rede Globo e depois tornada filme por Guel Arraes em 2000.
5. “Romance da Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta” - O romance começou a ser escrito em 1958, mas só foi publicado em 1971. É inspirado em um episódio ocorrido no século XIX, no município sertanejo de São José do Belmonte, a 470Km do Recife, onde uma seita, em 1836, tentou fazer ressurgir o rei Dom Sebastião – o mesmo da cultura portuguesa. A força para obra, admitiu Suassuna veio da morte do pai, quando tinha apenas três anos de idade, tragédia pessoal presente na literatura de Suassuna, e a redenção do seu “rei”.
6. "História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão — Ao Sol da Onça Caetana” - a obra é a primeira parte do segundo volume da trilogia iniciada com “A pedra do reino”.
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